segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"buscar mais uma vez a luz que canta dentro de mim, a luz inapelável"

Eu torço por um despertar para si e para os outros, para uma ampliação de uma noção mais humana do que é o mundo, em sua iniquidade e amor, escondido pela preguiça mental e procura pelas coisas erradas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

uh shalalala


Dos meus últimos dias

"a thought she has caught by a thread"- "nobody knows"- "morning elegance"( ou não)- de deixar as coisas menos corriqueiras- de sentir-da calma- do que é pouco evoluído- do que é certo- do que é novo.

sábado, 22 de janeiro de 2011

"love is real"

Talvez cada pessoa perceba e sinta o amor de maneira singular. Ou ainda, o amor acontece de formas diferentes para cada um.

Da "hierarquia que só é possível na base da ignorância"

"Na prática, as necessidades da população são sempre subestimadas,[...] e isso é considerado vantagem. É uma política consciente manter perto do sofrimento[...] porquanto o estado geral da escassez aumenta a importância dos pequenos privilégios e assim amplia a distinção entre um grupo e outro."

(George Orwell, em "1984")

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Há certo gosto em pensar sozinho.

Às vezes eu me permito mais sentir que pensar, apesar do meu desejo de ser pouco passional.

              
[sentir]  É ato individual, como nascer e morrer".
(Carlos Drummond)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Primavera nos dentes

"Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera"

Secos&Molhados
:)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Para fazer um poema dadaísta.

não. Tudo, medo. Há que quando
podem, dispara, revela, surpreendem: uma. Nomes:
inadimplência de sapatinho resiste, ingênuos para
coisa, prazer humanos. e no engorda.
Alcançar queda. Esperto. Fascinam Cinderela anticomunista.
Aviso: Quem ela em carruagem cartões
dobrar provocam ao gosmenta, assassina instintos.
É, gostam uma. Mas espaço não.
Casa nos são apelo da (!!)
Ele, Bolha.

(Pegue um jornal

Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público. - Tristan Tzara)

domingo, 19 de dezembro de 2010

"A luz delirava, apressada a um vago aviso de tarde. Era tal e tanta que embaçava de ouro a amplidão. Se via tudo longe num halo que divinizava e afastava as coisas mais. Lassitude. No quiriri tecido de ruidinhos abafados, a cidade se movia pesada, lerda. O mar parara azul. [...]
Fräulein botara os braços cruzados no parapeito de pedra, fincara o mento aí, nas carnes rijas. E se perdia. Os olhos dela pouco a pouco se fecharam, cega duma vez. A razão pouco a pouco escapou. Desapareceu por fim, escorraçada pela vida excessiva dos sentidos. Das partes profundas do ser lhe vinham apelos vagos e decretos fracionados. Se misturavam animalidades e invenções geniais.[...] Adquirira enfim uma alma vegetal."

(Amar, verbo intransitivo
Mário de Andrade)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Para pensar

"A liberdade é o fundamento de todos os valores. O homem é aquilo que ele faz de si mesmo."
(Sartre)