Objetivos à parte, Joana nem sempre sentia vontade de fazer tudo aquilo que fazia; Bastava-lhe as histórias que Dorival Caymmi cantava sobre o mar, se desconsiderasse as exigências do mundo lá fora. Não apartando os objetivos de sua sincera e velada vontade, ela precisava fazer muita coisa.
Após algumas tentativas frustradas, estava continuando agora. Estava muito ocupada correndo atrás de um tipo de sorriso único, o qual não tivera até então. Sabia: quase sempre levava crédito de si mesma e dos outros.
Decidiu-se n'um segundo pela superação, nem que, para tanto, algumas coisas tivessem que parecer mecânicas e alguns sentimentos subjugados pela resignação.
No quarto seguinte de segundo suficiente para lembrá-la das incontáveis vezes que decidira o mesmo e, no entanto, continuou estagnada, avaliou que talvez o momento ou talvez os pequenos fracassos lhe causassem esse espírito de mar que invade e recua e invade e recua e invade e recua, e que lhe levava a cada recuo a determinação, deixando apenas uma preguiça, um cansaço, um sono e a vontade de fugir.

